João de Deus - Poesias inspiradas em Camões

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João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de Março de 1830 — Lisboa, 11 de Janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico e pedagogo, considerado à época o primeiro do seu tempo, e o proponente de um método de ensino da leitura, assente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. 

Camões

Camões comparado
Aos mais escritores
Nem entre os maiores
Foi sempre igualado:

Qual deles deu brado
Com tantos primores
Tais frutos e flores
De engenho inspirado?

Com graças tão finas,
Ciência tamanha?
Estâncias divinas!

Qual deles lhe ganha?
Os mais são colinas,
Ele é a montanha!


Os Lusíadas


Os Lusíadas estão como na hora!
Três séculos e nada,
Nem uma letra única apagada!
Porque a gente decora,
E nem os vermes comem
Não traçam, não consomem
Uma obra inspirada,
Suma-se o vulto, que a compôs, embora.
Os dons da Divindade
— A beleza, a verdade,
Essa gloria de Deus como do homem —
Raiam e ficam em perene aurora

In: Campo de Flores

  • Para saber mais sobre o autor João de Deus:

Artigos de Teodomiro Neto publicados no jornal Terra Ruiva:

[1] Os Séculos dos Clássicos – Luís de Camões e João de Deus
[2] Memórias Breves “João de Deus – Escorço Biográfico”

[3] De Messines para a Eternidade