Júdice, Nuno

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  • Nuno Manuel Gonçalves Júdice Glória

Mexilhoeira Grande, Portimão - 29/4/1949.
Fez os estudos secundários no Liceu Camões.
Professor Universitário, Escritor, Poeta, ensaísta.

  • NUNCA SÃO AS COISAS MAIS SIMPLES

"Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios".

  • BIOGRAFIA

Nuno Júdice formou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, onde foi aluno de Luís Filipe Lindley Cintra. Dedicou-se ao estudo do Movimento Modernista Português, tendo divulgado a importância da cidade de Faro e do Pintor Carlos Augusto Lyster Franco - CALF (professor e diretor da Escola de Faro e professor do Liceu de Faro) nesse movimento cultural. Salientou que CALF, homem multifacetado, além do que fez pela cidade de Faro, pela Escola, pela Arte e pela Cultura, foi um jornalista ativo e um dos principais elementos dessa vanguarda cultural, disponibilizando o jornal de que era proprietário e diretor (O Heraldo) para divulgar as obras de vários poetas do Orfeu. Chegou mesmo a encontrar-se com Fernando Pessoa e outros notáveis, no Café Aliança de Faro.
Pela sua vasta obra e pelo seu trabalho na divulgação da literatura e cultura portuguesas tem recebido inúmeros prémios e condecorações.

  • Do Jornal Sol reproduzimos o excerto de uma entrevista sobre um breve pseudónimo por ele usado:

Jornal Sol


"Nunca pensou aventurar-se na escrita do thriller?
Sim, houve uma altura em que criei uma espécie de heterónimo. Um amigo tinha uma editora e pediu-me que escrevesse um livro com pseudónimo. Publiquei com ele dois livros de terror, histórias de vampiros [risos]. Isto já adulto, depois da faculdade.
Qual era o pseudónimo?
John Seablood. Depois o Eduardo Prado Coelho até já publicou dois livros de terror sob o pseudónimo de entrou no jogo e escreveu uma crítica como se fosse de facto uma personagem existente. Acho que está num dos livros dele. Muita gente se deve perguntar ‘mas quem é este John Seablood?’
Não sabiam que era o Nuno Júdice.
Não, e continua a ser um nome desconhecido para muita gente."
Excerto da entrevista de NJ ao Sol, onde refere que publicou dois livros de terror sob o pseudónimo de John Seablood

  • BIBLIOGRAFIA
  • Poesia

A Noção de Poema (1972)
O Pavão Sonoro (1972)
Crítica Doméstica dos Paralelepípedos (1973)
As Inumeráveis Águas (1974)
O Mecanismo Romântico da Fragmentação (1975)
Nos Braços da Exígua Luz (1976)
O Corte na Ênfase (1978)
O Voo de Igitur num Copo de Dados (1981)
A Partilha Dos Mitos (1982)
Lira de Líquen - Prémio de Poesia do Pen Clube (1985)
A Condescendência do Ser (1988)
Enumeração de Sombras (1988)
As Regras da Perspectiva - Prémio D. Dinis (1990)
Uma Sequência de Outubro - Comissariado para a Europália (1991)
Obra Poética 1972-1985 (1991)
Um Canto na Espessura do Tempo (1992)
Meditação sobre Ruínas - Prémio da APE (1995)
O Movimento do Mundo (1996)
Poemas em Voz Alta - com CD de poemas ditos por Natália Luiza (1996)
A Fonte da Vida (1997)
Raptos (1998)
Teoria Geral do Sentimento (1999)
Poesia Reunida 1967-2000 (2001)
Pedro lembrando Inês (2002)
Cartografia de Emoções (2002)
O Estado dos Campos (2003)
Geometria variável (2005)
As coisas mais simples (2006)
A Matéria do Poema (2008)
O Breve Sentimento do Eterno (2008)
Guia de Conceitos Básicos (2010)
Fórmulas de uma luz inexplicável (2012)
Navegação de Acaso (2013)
O Fruto da Gramática (2014)
A Convergência dos Ventos (2015)
O Mito da Europa (2017)

  • Ficção

Última Palavra: «Sim» (1977)
Plâncton (1981)
A Manta Religiosa (1982)
O Tesouro da Rainha de Sabá - Conto Pós-Moderno (1984)
Adágio (1984)
A Roseira de Espinho (1994)
A Mulher Escarlate, Brevíssima (1997)
Vésperas de Sombra (1998)
Por Todos os Séculos (1999)
A Árvore dos Milagres (2000)
A Ideia do Amor e Outros contos (2003)
O anjo da tempestade (2004)
O Enigma de Salomé (2007)
Os Passos da Cruz (2009)
Dois Diálogos entre um padre e um moribundo Coimbra, Angelus Novus, 2010.
O Complexo de Sagitário, Lisboa, Dom Quixote, 2011.
A Implosão (2014)
A Conspiração Cellamare, Lisboa, Dom Quixote, 2016

  • Ensaio

A Era de «Orpheu» (1986)
O Espaço do Conto no Texto Medieval (1991)
O Processo Poético (1992)
Portugal, Língua e Cultura - Comissariado para a Exposição de Sevilha (1992)
Voyage dans un Siècle de Littérature Portugaise (1993)
Viagem por um século de literatura portuguesa (1997)
As Máscaras do Poema (1998)
B.I. do Capuchinho Vermelho (2003)
A viagem das palavras: estudo sobre poesia (2005)
A certidão das histórias (2006)
O ABC da Crítica (2010)

  • Teatro

Antero - Vila do Conde (1979)
Flores de Estufa (1993)
Teatro, Lisboa Artistas Unidos/Cotovia, (2005)
O Peso das Razões, Lisboa, Artistas Unidos/Cotovia (2009)

  • Edições críticas e antologias

Novela Despropositada de Frei Simão António de Santa Catarina, o Torto de Belém (1977)
'Poesia de Guerra Junqueiro (1981)
Sonetos de Antero de Quental (1992)
Poesia Futurista Portuguesa, Faro 1916-1917 (1993)
Infortúnios trágicos da Constante Florinda, de Gaspar Pires de Rebelo (2005)

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  • Veja mais sobre Nuno Júdice nos seguintes links:

- 2003 - "O Prazer da Invenção: uma conversa com Nuno Júdice" Por Maria João Cantinho. Entrevista realizada para a ZUNÁI – "Revista de poesia & debates".

- 2015 - Entrevista de Nuno Júdice ao jornal "Sol"

- 2018 - Site de leitura áudio: "Estúdio Raposa - Aqui, neste espaço, arrancam-se as palavras do papel e dizem-se, soprando-lhes vida, fazendo-as flutuar em sonoras centelhas de luz. Recitar realiza, quebrando o silêncio, aquilo que o silêncio pretende e não consegue." Neste site encontram-se varias leituras audio de vários autores, entre os quais Nuno JúdiceJ

- 2019 - "Nuno Júdice vence prémio literário Sá de Miranda lançado pela Câmara de Amares"


  • in https://arquivo.pt:

- 1997- Notícia da Lusa em 25 fevereiro 97 sobre a feira do livro de Braga inaugurada pelo ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho e com a presença de José Saramago, António Lobo Antunes, Urbano Tavares Rodrigues, Óscar Lopes, Mário Soares, Nuno Júdice, Egito Gonçalves, Vasco Graça Moura e Daniel Sampaio como convidados.

- 2001 -Notícia do jornal on-line Urbi et Orbi sobre a 20ª edição do Salão do Livro de Paris, que teve lugar de 16 a 22 de Março no Parque de Exposição da Porta de Versalhes, em Paris. O Salão foi inaugurado, no dia 16 à noite, pelos presidentes Jacques Chirac e Jorge Sampaio, os Chefes dos Governos de Portugal e da França. num dos painéis foi abordado o tema "A Literatura Portuguesa, intimista e cosmopolita", moderado por Eduardo Prado Coelho, comissário da representação portuguesa no Salão do Livro de Paris, com a participação de Nuno Júdice, poeta, romancista e Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Paris, José Blanco, administrador da Fundação Gulbenkian, Teresa Ritta Lopes, escritora e professora na Universidade Nova de Lisboa, José Augusto França, professor da Historia da Arte, assim como Anne-Marie Quint e Marie-Hélène Piwnik, respectivamente professores nas Universidades de Paris III e IV.

- 2001- Notícia do lançamento do livro de Colette Deblé e Eugénio de Andrade Quinze Regards. Quinze Olhares Trois livres d’artistes sur un poème inédit d’Eugénio de Andrade apresentado por Nuno Júdice

- 2002 - Poema de Nuno Júdice "Os Amantes Incertos"