Cabrita, Sotero

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  • Sotero Cabrita

Faro.


  • Destaque Biográfico
Poeta. Trabalhou na TAP. Antifascista, apoiou a campanha de Humberto Delgado. Antigo aluno da Escola Comercial e Industrial de Faro nos anos 50 do século XX. Segundo o Professor Joaquim Magalhães que prefaciou o seu primeiro livro e o único que conhecemos, era um jovem poeta muito promissor na sua simplicidade e intuição poética.

[...] 1966 [...] António Barracosa aliciou António José da Silva Matias, também de Faro e a estudar em Lisboa, que fazia parte do grupo de jovens oposicionistas daquela cidade algarvia[...]** [...] Desta forma configurava-se uma rede de apoio no interior, até aqui inexistente [...] José da Silva Matias encarregou dois dos elementos aliciados, António Norberto Cunha e Sotero Cabrita, de elaborar um documento político que pudesse servir de base para discussão nos grupos [...]. **Este grupo de jovens oposicionistas de Faro teve origem no apoio à campanha de Humberto Delgado e dele faziam parte indivíduos que vieram a pertencer à LUAR. Caso de Luís Benvindo, Francisco Seruca Salgado, Sotero Cabrita, Jorge Cartucho, Daniel Ferramacho, António Barracosa e António José Silva Matias".
in [Luta Armada em Portugal(1970-1974) - Tese de Doutoramento de Ana Sofia de Matos Ferreira, 2015].


  • Saudade (in Meditações, Páginas 23 e 24)

Saudade!...
Amor que se sente
Por um ente
Ausente. .
Desejo de o voltar a ver,
De com ele reviver
As mesmas ilusões,
As mesmas cantigas,
As mesmas aflições.
Saudade !...
Dor forte e profunda
Do nosso amor oriunda
Saudade !...
Monotonia que abre os corações
De dor,
Desejo forte que arrasta para aflições
De amor.
Saudade!.
Também sou como os outros,
Meu peito também sente, também chora,
Sou poeta, por isso minha alma implora
Esse bálsamo divino,
— Tão belo!...
Saudade ! . . .
Adeus ... Até que um dia, venha a viver-te
Com ansiedade.
Saudade!...

  • Visão (in Meditações, Página 14)

Fluidos pensamentos meus
Que vi nas ondas do mar
Que negros cabelos teus
A vogar... vogar.., vogar...

E cada onda, a soluçar,
Parecia chamar Deus
P'ra de perto contemplar
Os negros cabelos teus.

Como eu em êxtase olhava
As ondulações marinhas,
Cheio d'ira por não tê-las.

Ondas viram que eu chorava,
O mar tornou-as mansinhas
E deixou de perto velas.

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  • Bibliografia:

Meditações, 1956.


  • Veja mais sobre Sotero Cabrita nos seguintes links:

-2008 - Artigo sobre Sotero Cabrita e seu irmão, João Sancho Cabrita, no blogue da AAAETC.

-2020 - No blogue Cont'Arte.


  • in https://arquivo.pt:

-2014 - Carta de Sotero Cabrita para Manuel Sertório.

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Clique nas duas páginas da carta para aumentar.