Cabreira Júnior, Tomás

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  • Tomás Cabreira Júnior

Lisboa, 1891 - Lisboa,1911.


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  • Destaque Biográfico
Escritor português, dramaturgo, colega do poeta Mário de Sá-Carneiro nos liceus do Carmo e Camões, em Lisboa.

Filho de Tomás Cabreira, patrono do Agrupamento de escolas com o seu nome em Faro. Tomás Cabreira Júnior colega e amigo de Mário de Sá Carneiro, suicidou-se em 1911, com um tiro de caçadeira, no liceu Camões. Deixou poemas que mandou destruir, e uma peça em parceria com Sá-Carneiro: Amizade. O texto acima transcrito é precisamente o início dessa obra. A poesia de Mário Sá-Carneiro "A um suicida" é-lhe dedicada.

  • Breve excerto de ACTO PRIMEIRO

Uma vasta sala. Decorações de côres sombrias. Ao centro um bufete de pau-santo ; á esquerda um piano. As portas necessárias e, ao fundo, uma mais ampla dando para um jardim. Nos primeiros dias de maio. Manhã de sol. —A acção decorre numa propriedade, a vivenda do Dr. Afonso da Silveira, situada nos arredores de Lisboa. Atualidade.

SCENA I

Um creado
(Quando o pano sobe o creado separa a correspondência em cima do bufête)

Maria (entrando por uma porta lateral) — O correio trouxe alguma coisa para mim?
O creado — Não, menina.
Maria (que tirou a «Fémina» dentre a correspondência)
Se o senhor Ricardo perguntar por mim, diga-lhe que fui para o terraço.
O creado — Perfeitamente.
(Maria sae pela porta do fundo)



  • Bibliografia

Amizade em co-autoria com Mário de Sá-Carneiro


  • Veja mais sobre Tomás Cabreira Júnior nos seguintes links:

- Poema de Sá Carneiro dedicado a Tomás Cabreira Júnior

- 2020- Biografia de Tomás Cabreira Júnior

- Página da wikiwand sobre Tomás Cabreira Júnior

- 2013/2014- Texto de um aluno do Liceu Camões Pedro Castro 11ºJ sobre Tomás Cabreira Júnior

  • in https://arquivo.pt

- 2016- - Blog: A procura do colofão o autor faz a seguinte referência a Tomás Cabreira Júnior :" Narrativa de alteridade, A Confissão de Lúcio expõe os fantasmas de Sá-Carneiro, o fraco autoconceito e o desfasamento sexual. Lúcio Vaz, seu alter ego, encontra-se em Paris, nos idos de 1895, a estudar (ou a fazer que estuda). O primeiro interlocutor é um vago conhecimento de Lisboa, o escultor Gervásio Vila-Nova, figura excêntrica, sempre à la page com as últimas tendências artísticas, e de sexualidade equívoca, por quem Lúcio se deixa inicialmente fascinar. Vila-Nova será uma figuração de uma grande amizade de Sá-Carneiro tivera em Lisboa, Tomás Cabreira Júnior, cujo fim suicidário é imitado por aquela personagem. «Não foi um falhado porque teve a coragem de se despedaçar.»"