Brito, Casimiro de

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  • Casimiro de Brito

Loulé - 14/1/1938.

  • Destaque Biográfico
Poeta, romancista, contista, ensaísta. É um dos mais ilustres e consagrados poetas portugueses da atualidade.

Foi aluno na Escola Industrial e Comercial de Faro nos anos 50 do Século XX.

Casimiro de Brito tem dezenas de (+ de 56) livros publicados, traduzidos em 26 idiomas. Nasceu em 14 de janeiro de 1938 em Loulé, distrito de Faro. Viveu a sua infância na região algarvia, completando o Curso Geral do Comércio, na Escola Industrial e Comercial de Faro. O seu primeiro livro surgiu em 1957: Poemas da Solidão Imperfeita. Excerto da Biografia publicada por CB e que pode ver na íntegra na página salvaguardada pelo Arquivo.pt: "Nasceu e estudou no Algarve. Viveu também na Alemanha e em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura. Esteve ligado ao movimento "Poesia 61", um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Já publicou dezenas de títulos e ganhou vários prémios literários, entre eles o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a "Melhor obra completa de poesia", pela sua Ode & Ceia (1985). Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido para albanês, galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, grego, romeno, búlgaro, húngaro, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês. Em 2006, foi nomeado Embaixador Mundial da Paz, no âmbito da Embaixada Mundial da Paz, sediada em Genebra".


  • "POENTE FANTÁSTICO"


"Ao longe inconfortável
Meu barco imaginário
Transformado em chamas e espuma
Colabora na dança do poente.

Entre palácios fantásticos
Monstros e deuses ferozes
Meus dedos arredondados
Nas saliências da cor.

E do sangue poentino
Em espasmos de ouro e cristal
Serpentes enroscando o mundo
E nascendo flores luminosas
Nos seus ventres gasificados.

Barcos e catedrais em chamas
Virgens poetas e prostitutas de mãos dadas
Circundando a diamantina fogueira do poente
Onde meus dedos arrendondados
Acariciam as saliências da cor."

in Poemas da Solidão Imperfeita (1955 - 1957), pág. 42, 1958
Ouvir-.png Clique aqui para ouvir este poema que foi escolhido pela Adriana Zhuk e lido pela Leonor C. (12º 6 da escola Tomás Cabreira, em 2019/2020).


  • "A RECUSA DAS LÁGRIMAS"

               A Raul de Carvalho

Quando os vermes passam pela rua
simplesmente como as chagas repetidas
planto minhas mãos nesta carne agonizante
e procuro vermes e chagas e ruas
desejando encontrar outras mãos apenas.


Caminhante segue ! A minha mágoa
não sei onde está, se na carne se no espírito!!
Ah ! Como dói sentir o bafo viril do sol
e não puder acariciá-lo
junto ao meu peito ardente e nu de marinheiro pelo
                  sangue ...

É sômente quando volto para o mar
e nele mergulho meus olhos cansados de olhar,
ansioso por mais olhar,
é,"sômente então, que no caminho descubro
mais do que pedras impenetráveis

_ descubro as lágrimas de um mar imenso
que não chorei ainda
completamente

in Poemas da Solidão Imperfeita (1955 - 1957), pág. 41, 1958


  • POSTAL PARA MIM

apetece-me comprar
todos os postais
que há nos correios
e a todos os homens
do mundo escrever
em letras de sangue
estas palavras
quotidianas :

                        odeiem-se
                        odeiem-se
                        odeiem-se

talvez então
os homens do mundo
postais na mão
cheias de sangue

                        se amem
                        se amem
                        se amem


in Poemas da Solidão Imperfeita (1955 - 1957), pág. 52, 1958


Frente ao mar
meu peito ardente e nu de marinheiro pelo sangue.


Nas veias o fervilhar feliz
de um milhão de ondas devastadoras.


Nos meus olhos libertos e saudosos
espelhando a minha dor imensa
o abraço líquido que me une a ti

            ó MAR
             pagão de olhar luminoso e belo.

Recebe ó MAR
este ribeiro de sofrimento que para ti corre
e contigo se confunde

            ó MAR que eu amo
            e a quem me ligo
            pelo drama de não ser só teu ...

in Poemas da Solidão Imperfeita (1955-1957), página 13, 1958


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  • Bibliografia:

- Poemas da Solidão Imperfeita, Faro, Edição do Autor, Poesia, 1957.
- Sete Poemas Rebeldes e Carta a Pablo Picasso, Faro, Edição do Autor, Poesia, 1958.
- Telegramas, Faro, Edição do Autor, Poesia, 1959.
- Canto Adolescente, Plaquette in Poesia 61. Faro, Edição dos Autores, Poesia, 1961.
- Poemas Orientais, Faro, Edição do Autor, Poesia, 1963.
- Vietname, em Nome da Liberdade, Faro, Edição do Autor (Apreendido) Poesia, 1967.
- Jardins de Guerra, Lisboa, Portugália, 1966. Prémio da Imprensa Cultural Portuguesa. Segunda edição (revista), Lisboa, Assírio & Alvim, Poesia, 1974.
- Negação da Morte, Lisboa, Plátano Editora, Poesia, 1974.
- Um Certo País ao Sul, Contos. Lisboa, Seara Nova, Ficção, 1975.
- Corpo Sitiado, Poesia 1955/1963. Lisboa, Iniciativas Editoriais, Poesia, 1976.
- Imitação do Prazer, Romance. Lisboa, Diabril, 1977; 3ª. edição (emendada e com um estudo de Maria Lúcia Lepecki), Lisboa, Dom Quixote, 1991), Ficção, 1977.
- Mesa do Amor, Lisboa, Livros Época,1970; 2ª. edição, seguida de Algarve Lugar Onde, Coimbra, Centelha, Poesia, 1977.
- Prática da Escrita, Lisboa, Editorial Caminho, Ensaio, 1977.
- Nós, Outros, Romance. Em colaboração com Teresa Salema, Lisboa, Moraes Editores, 1979 (Segunda edição no Círculo de Leitores, Lisboa, 1980), Ficção, 1979.
- Zen, Zénites, Porto, O Oiro do Dia, Ilustração de Teresa Salema Poesia, 1979.
- Labyrinthus, Lisboa, Moraes Editores (Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. 2ª. edição, V. N. Gaia, 2003), Poesia, 1981.
- Pátria Sensível, Romance. Lisboa, Dom Quixote, Ficção, 1983.
- Contos da Morte Eufórica, Lisboa, Dom Quixote, Ficção, 1984.
- Ode & Ceia, Poesia 1955/1984, Lisboa, Dom Quixote (Prémio Versília, de Viareggio, de 1985, para a "Melhor Obra Completa Estrangeira), Poesia, 1985.
- Regresso à Fonte, Lisboa, Poesia, 1985.
- Ni Maitre ni Serviteur, Edição bilingue de Nem Senhor nem Servo, com tradução de Robert Massart. Luxembourg, Euroediteur, Poesia, 1986.
- Onde se acumula o Pó?, Lisboa, Black Sun Editores, Aforismos, 1987.
- Arte da Respiração, Lisboa, Dom Quixote, Aforismos, 1988.
- Donde se acumula el polvo?, Versão de Amador Palacios. Madrid, colecção "Cuaderna de Poesía portuguesa", Aforismos, 1989.
- Duas Águas, Um Rio, Em co-autoria com António Ramos Rosa. Lisboa, Dom Quixote, Poesia, 1989.
- “Donde el cuerpo acaba”, Cuenca, Texto bilingue com tradução para espanhol de Amador Palácios, Poesia, 1991.
- Onde o Corpo Acaba, In Onde o mar acaba, Lisboa, Dom Quixote, Poesia, 1991.
- Subitamente o Silêncio, Sintra, Tertúlia, Poesia, 1991.
- Intensidades, Porto, Limiar, Poesia, 1995.
- Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia, Porto, Limiar, Prémio de Poesia do P.E.N. Clube, Poesia, 1997.
- intensités/intensidades, Edição bilingue com tradução de Robert Massart, Amay/Bélgica, Maison de Poésie d’ Amay, col. “L’arbre à paroles”, Poesia, 1999.
- O Amor, a Morte e Outros Vícios, Antologia pessoal, Lisboa, Aríon, Poesia, 1999.
- Pouco de Pouco, Lisboa, Epal/Dom Quixote, Poesia, 1999.
- Arenga, Em co-autoria com Ildásio Tavares. Lisboa/Salvador, Edições Além-mar, Poesia, 2000.
- Arte Pobre, Reunião de Intensidades, Onde o corpo acaba, Opus Affettuoso, Última Núpcia e Ofício de Oleiro. Leiria, Ed. Diferença, Poesia, 2000.
- Na Via do Mestre, Guimarães, Pedra Formosa, Poesia, 2000.
- Opus Affettuoso, Edição bilingue português-espanhol. A Coruña, Tradução de Montserrat Gibert, Poesia, 2000.
- À Sombra de Bashô, Renga com Matsuo Bashô. Faro, colecção do grito claro, Poesia, 2001.
- Caligrafii, Edição romena de Intensidades. Tradução de Ion Deaconescu. Craiova, Editura Europa, Poesia, 2001.
- Da Frágil Sabedoria, V. N. Famalicão, Quasi Edições, Aforismo, 2001.
- Intensità, Edição em corso de Intensidades. Tradução de Dumenica Verdoni. Aiacciu, Ed. Albiana, Poesia, 2001.
- Na Barca do Coração, Diário do Ano 2000. Porto, Campo das Letras, Diário, 2001.
- Vagabundagem na poesia de António Ramos Rosa, V.N.Famalicão, Quasi Edições, Ensaio, 2001.
- Animal Volátil, Em co-autoria com Rosa Alice Branco. Porto, Afrontamento, Poesia, 2002.
- Duas Águas, Um Rio, Quasi Edições, 2002.
- Ingens herre ingens dräng (edição sueca de Nem Senhor Nem Servo), Tradução de Lasse Söderberg, Malmö, Col. “Aura Latina”, Poesia, 2002.
- Ni Maitre ni Serviteur et Autres Poèmes, Tradução de Robert Massart. Amay/Bélgica, Maison de Poésie d’ Amay, Poesia, 2002.
- Opus Affetuoso (edição bilingue com tradução para esloveno de Mojca Medvedsek.) Ljubljana, Aleph/75, Poesia, 2002.
- Antologia Pessoal, no volume que também inclui o ensaio Labirinto Sensível, de Annabela Rita. Lisboa, Roma Editora, Poesia, 2003.
- Livro dos Haiku, uma antologia. Edição bilingue em português e búlgaro. Tradução de Manuel do Nascimento. Sofia, Poesia, 2003.
- Opus Affettuoso (edição italiana, com tradução para esloveno de Emilio Coco). S. Marco in Lamis, “Quaderni della valle”, nº.42, Poesia, 2003.
- Libro delle Cadute, Antologia bilingue do “Livro das Quedas”, com tradução de Manuel Simões, Roma, Prémio de Poesia Aleramo-Luzi, para o Melhor Livro de Poesia Estrangeiro, Poesia, 2004.
- Livro das Quedas, Lisboa, Roma Editora, Poesia, 2005.
- Caídas de Amor, Antologia poética. Edição bilingue. Introdução e tradução de Montserrat Gibert. Valencia (Venezuela), Universidade de Carabobo, Colección “El Cuervo”, dirigida por Adhely Rivero, Poesia, 2006.
- Música do Mundo, Antologia Poética. Escrituras Editora. Colecção Ponte Velha. Apresentação de Ildásio Tavares. São Paulo, Poesia, 2006.
- Љубовта, смртта и други пороци, O Amor, a Morte e Outros Vícios, (edição macedónia com tradução de Mateja Matevski), Colecção Pleiades do Festival Internacional de Struga, Macedónia, Poesia, 2006.
- Através do Ar (em quatro línguas: português, japonês, inglês e Francês) e em conjunto com Ban’Ya Natsuishi.  Renku com 100 haiku. Traduções de Ban’Ya Natsuishi, Ana Hatherly, Catherine Dumas (os meus), Jamas Shea e VBan Moor. Ilustrações de Chihiro Honma. Tóquio, Shishigatsudo, Poesia, 2007.
- Die Liebe, der Tod und andere Laster, O Amor, a Morte e Outros Vícios.  Uma antologia bilingue. Tradução de Juana & Tobias Burghardt. Zurich, Teamart Verlag, Poesia, 2007.
- El Amor, la muerte y otros vicios, Antología. Col. “Los Conjurados”. Selección y traducción: Monserrat Gibert. Obra pictorica: Nicolas de la Hoz. Común Presencia Editores, Bogotá, Colômbia, Poesia, 2007.
- Fragmentos de Babel seguido de Arte Poética, Vila Nova de Famalicão, Quasi Edições, Biblioteca “Espaço do Invisível”, Aforismo, 2007.
- Izabrane pjesme / Poemas seleccionados, (Antologia e tradução de Tanja Tarbuk) Ed. Durieux, Zagreb (Croácia), Poesia, 2007.
- Arte de Bem Morrer, Roma Editora, 2008.
- Zwei Gewässer, ein Fluß, (tradução alemã de Duas Águas, Um Rio, livro escrito com António Ramos Rosa). Tradução de Juana & Tobias Burghardt. Posfácio de Tobias Burghardt. Edition Delta, Sttutgard, Poesia, 2008.
- 69 Poemas de Amor, 4 Águas, 2010.
- Amo Agora, 4 Águas, 2010.
- Na Via do Mestre, Temas Originais, 2010.
- Amar a Vida Inteira, Roma Editora, 2011.
- A Boca na Fonte, Lua de Marfim, 2012.
- Eros Mínimo, Lua de Marfim, 2015.
- Apoteose das Pequenas Coisas, Lua de Marfim, 2016.
- Dois corpos nus, despindo-se, Poética Edições, 2016.
- Música Nua, Coisas de Ler, 2017.
- Memória do Paraíso, Licorne, 2018.
- Uma Lágrima que Cega, Razões Poéticas, 2018.
- Alfa & Ómega, Razões Poéticas, 2019.
- Euforia, Razões Poéticas, 2019.
- Livro de Eros ou as Teias do Desejo, Razões Poéticas, 2020.
- Nudez Luminosa, Licorne, 2020.
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- A imagens acima são de capas de livros de CB que estão (em 2020) no site da wook.pt.


  • Veja mais sobre Casimiro de Brito nos seguintes links:

- Página pessoal do autor salvaguardada pelo Arquivo.pt.
- No blogue Cont'Arte com áudio de um poema.
- Na Wikipédia.
- "Casimiro de Brito. 80 anos a virar a lata dos afectos" - Artigo no jornal SOL de 18 de janeiro de 2018.
- Texto sobre a obra de Casimiro de Brito publicado na revista "Storm" em 2002

in Facebook de Casimiro de Brito do autor:
- "De vez em quando ofereço-vos um cheirinho do meu "Dicionário Pessoal" que chegou, deixem-me ver, às 1100 páginas". Excerto: "AMADA - Umas vezes âncora, outra vezes ânfora". "CASAMENTO - Travessia do deserto que começa pelo oásis". "PODEROSO - O mais poderoso é esse que não disputa o poder". "ZANGA - E, subitamente, dois grãos de pó afastam-se". Mais entradas aqui (21/5/2020).

- "Numa antologia publicada em 2005 sob o título "Os Poemas da Minha Vida", Marcelo Rebelo de Sousa integrou o meu poema "Um Corpo Um País", que vos ofereço". Excerto: "Frente ao mar | meu corpo ardente e nu | de marinheiro pelo sangue. | Ouço nas veias | um milhão de ondas em repouso". Poema completo aqui (6/8/2020).

in https://arquivo.pt:
- 1997 - Poema de CB "Com Pessoa no Martinho da Arcada."
- 2001 - Biografia e Bibliografia (incompletas) de CB publicadas pela SPA.
- 2004 - Texto sobre CB e algumas das suas obras, publicados no Jornal "A Voz de Loulé".
- 2005 - Notícia de uma conferência em Loulé sobre C.B.
- 2005 - Poema "A guerra dos homens…".
- 2005 - Poema " Com Pessoa…".
- 2005 - Notícia sobre o "Prémio Europeu de Poesia" 2005 atibuído a CB.
- 2007 - Notícia da apresentação de alguns livros pelo próprio Casimiro de Brito.
- 2008 - Poema "O Amigo"
- 2008 - Notícia sobre as comemorações dos 50 anos de vida literárias dos poetas algarvios António Ramos Rosa e CB
- 2009 - Poema de CB, publicado pela SPA para assinalar o Dia Mundial da Poesia.
- 2009 - Biografia e vários poemas para o dia Mundial da Poesia.
- 2009 - Biografia e bibliografia em português, inglês e francês
- 2009 - Poema "Se eu te pedisse a paz…"
- 2009 - Poemas
- 2009 - 2 poeminhas de CB.
- 2011 - Página da Wikipédia sobre CB.
- 2011 - Frases retiradas das obras de Casimiro de brito.
- 2011 -Reflexão sobre o amor (texto em prosa).
- 2011 - Notícia de uma entrevista de Rui Zinc a Casimiro de Brito.
- 2011 - Blog com alguns poemas de CB.
- 2012 - Poema de CB, "As Folhas Ardem".
- 2012 - Poema "A Música".
- 2012 - 3 poemas de CB
- 2012 - Excertos de alguns poemas de CB.
- 2013 - Vários Poemas.
- 2014 - Textos de Teresa Sá Coutosobre algumas obras de Casimiro de Brito.
- 2014 - Notícia sobre CB no Brasil procurando poetas brasileiros para uma antologia.
- 2016 - Texto da Infopédia sobre CB.
- 2016 - Poema de CB "Sou Nómada e Basta-me".
- 2017 - Frases retiradas das obras de Casimiro de Brito.
- 2017 - Página onde se podem ouvir ler alguns poemas de Casimiro de Brito.

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As imagens acima são de poemas ilustrados de CB. Para melhor os ver clique aqui para passar a uma página do autor (salvaguardada pelo Arquivo.pt).