Difference between revisions of "Simões Júnior, António"

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'''António Simões Júnior'''<br />
 
'''António Simões Júnior'''<br />
Nasceu a 25-09-1922<br />
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Quelfes (Poço Longo), Olhão - 25/09/1922<br />
Sítio de Poço Longo, freguesia de Quelfes, concelho de Olhão.<br />
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Foi militante político, operário, escritor.<br />
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Político. Operário. Escritor. Poeta.<br />
  
  
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In '''''Poemas Juvenis'''''
 
In '''''Poemas Juvenis'''''
  
* '''Breve Biografia'''
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* '''Notas Biográficas'''
  
'''António Simões Júnior''' apesar das suas origens desde cedo deu mostras da sua inteligência e da vontade se saber e aprender, procurando nos livros as respostas para as suas inquietações. Assim era frequentador assíduo da "Papelaria Farracha"  de Olhão e, talvez influenciado pelo respetivo proprietário, acabou por pertencer ao núcleo fundador do MUD Juvenil. Viveu a alegria do fim da Segunda Guerra e na sua terra natal posicionou-se do lado dos operários conserveiros, sem perder a sua postura de intelectual. A sua vida foi uma aventura completa com fugas à Pide, viagens clandestinas, casamento atribulado e o estabelecimento sem regresso na Argentina, onde escreveu e publicou praticamente toda a sua obra literária, mas sem nunca esquecer a cidade de OLHÃO<br />
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'''António Simões Júnior''' apesar das suas origens desde cedo deu mostras da sua inteligência e da vontade se saber e aprender, procurando nos livros as respostas para as suas inquietações. Assim era frequentador assíduo da "Papelaria Farracha"  de Olhão e, talvez influenciado pelo respetivo proprietário, acabou por pertencer ao núcleo fundador do MUD Juvenil. Viveu a alegria do fim da Segunda Guerra e na sua terra natal posicionou-se do lado dos operários conserveiros, sem perder a sua postura de intelectual. A sua vida foi uma aventura completa com fugas à Pide, viagens clandestinas, casamento atribulado e o estabelecimento sem regresso na Argentina, onde escreveu e publicou praticamente toda a sua obra literária, mas sem nunca esquecer a cidade de OLHÃO<br />
 
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António Simões Júnior
Quelfes (Poço Longo), Olhão - 25/09/1922

Político. Operário. Escritor. Poeta.


  • GUERRA

Dir-se-ia! dir-se-ia!
que o inferno conquistou o céu.

Em nosso redor a morte vai ceifando
seara de corpos desgrenhados.
Na inquietação das trincheiras
, de olhos postos no chão,
nós vivemos como ratos...

A terra arde ! Incendeia-se o espaço !
Começa a dança da morte...
Um clarão violento perpassa, nas trincheiras,
numa fúria infernal.
Ouvem-se os baques dos corpos
caindo de borco no chão.

Gemidos irrompem das trevas
em espasmos de agonia.

—Já não temos lágrimas para chorar.
A guerra tornou duros os nossos olhos,
insensibilizou os nossos corações...


Lembro-me dum camarada morto
que tombou junto de mim,
e a quem ajuntei os ossos,
que constantemente perguntava:
— "Ainda será viva minha mãe?
Ainda terão luz os olhos de minha mãe?!”


A inquietação,
vem soturnamente, como fantasmas dos mortos,
por entre o gargalhar da metralha.
Vem! e apodera-se das nossas almas.
E nós ficamos como lobos, pela fome,
enraivecidos,
de barbas hirsutas, de dentes cerrados
e de metralhadoras nas mãos !

In Poemas Juvenis

  • Notas Biográficas

António Simões Júnior apesar das suas origens desde cedo deu mostras da sua inteligência e da vontade se saber e aprender, procurando nos livros as respostas para as suas inquietações. Assim era frequentador assíduo da "Papelaria Farracha" de Olhão e, talvez influenciado pelo respetivo proprietário, acabou por pertencer ao núcleo fundador do MUD Juvenil. Viveu a alegria do fim da Segunda Guerra e na sua terra natal posicionou-se do lado dos operários conserveiros, sem perder a sua postura de intelectual. A sua vida foi uma aventura completa com fugas à Pide, viagens clandestinas, casamento atribulado e o estabelecimento sem regresso na Argentina, onde escreveu e publicou praticamente toda a sua obra literária, mas sem nunca esquecer a cidade de OLHÃO
AntonioSimoesJunior2.jpg

  • Obras Publicadas

Poemas Juvenis
Marruecos Hoi
La Realidad Portuguesa y La Politica Dictatorial
Vieja Crónica de Olhão
La Novela Imposible 1986;
Discurso sobre Velásquez 1987;
El Milagro, 1987;
Cesário Verde de Memoria, 1989
La Aventura de Casablanca, 1992.


  • Veja mais sobre António Simões Júnior nos seguintes links:


  • in https://arquivo.pt