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		<title>Sonetos escolhidos2 - Revision history</title>
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		<updated>2026-05-29T22:43:10Z</updated>
		<subtitle>Revision history for this page on the wiki</subtitle>
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		<id>https://wikialgarve.pt/autoresalgarvios/index.php?title=Sonetos_escolhidos2&amp;diff=60116&amp;oldid=prev</id>
		<title>Admin: Created page with &quot;1.- Ah minha Dinamene! Assim deixaste.(Dinamene 1)&lt;br /&gt; 2.-Alegres campos, verdes arvoredos - Soneto - Lu...&quot;</title>
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				<updated>2024-12-02T16:53:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;quot;1.-&lt;a href=&quot;/autoresalgarvios/index.php/Ah_minha_Dinamene!_Assim_deixaste_-_Soneto_-_Lu%C3%ADs_de_Cam%C3%B5es&quot; title=&quot;Ah minha Dinamene! Assim deixaste - Soneto - Luís de Camões&quot;&gt; Ah minha Dinamene! Assim deixaste.(Dinamene 1)&lt;/a&gt;&amp;lt;br /&amp;gt; 2.-Alegres campos, verdes arvoredos - Soneto - Lu...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;1.-[[Ah minha Dinamene! Assim deixaste - Soneto - Luís de Camões | Ah minha Dinamene! Assim deixaste.(Dinamene 1)]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
2.-[[Alegres campos, verdes arvoredos - Soneto - Luís de Camões | Alegres campos, verdes arvoredos.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
3.-[[Alma minha gentil, que te partiste - Soneto - Luís de Camões | Alma minha gentil, que te partiste.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
4.-[[Amor é um fogo que arde sem se ver - Soneto - Luís de Camões | Amor é um fogo que arde sem se ver (também com Amália Rodrigues).]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
5.-[[Aquela triste e leda madrugada - Soneto - Luís de Camões | Aquela triste e leda madrugada.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
6.-[[Cristo atado à coluna - Soneto - Luís de Camões | Cristo atado à coluna (Soneto atribuído a Camões por Nuno Júdice).]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
7.-[[De tão divino acento e voz humana - Soneto - Luís de Camões | De tão divino acento e voz humana.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
8.-[[Depois que quis amor Amor que eu só passasse - Soneto - Luís de Camões | Depois que quis amor Amor que eu só passasse.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
9.-[[Erros meus, má fortuna, amor ardente - Soneto - Luís de Camões | Erros meus, má fortuna, amor ardente (também com Amália).]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
10.-[[Eu cantarei de amor tão docemente - Soneto - Luís de Camões | Eu cantarei de amor tão docemente.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
11.-[[Mudam-se os tempos, mudam-se as vontade - Soneto - Luís de Camões | Mudam-se os tempos, mudam-se as vontade.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
12.-[[O céu a terra, o vento sossegado..Soneto2 - Soneto - Luís de Camões | O céu a terra, o vento sossegado...]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
13.-[[O dia em que nasci morra e pereça - Soneto - Luís de Camões | O dia em que nasci morra e pereça.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
14.-[[Passo por meus trabalhos tão isento - Soneto - Luís de Camões | Passo por meus trabalhos tão isento.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
15.-[[Pois meus olhos não cansam de choram - Soneto| Pois meus olhos não cansam de choram.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
16.-[[Quando de minhas mágoas a comprida (Dinamene 2) - Soneto - Luís de Camões | Quando de minhas mágoas a comprida. (Dinamene 2)]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
17.-[[Quem diz que amor é falso ou enganoso - Soneto| Quem diz que amor é falso ou enganoso.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
18.-[[Quem quiser ver d'Amor ua excelência - Soneto - Luís de Camões | Quem quiser ver d'Amor ua excelência.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
19.-[[Sete anos de pastor Jacob servia - Soneto - Luís de Camões | Sete anos de pastor Jacob servia.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
20.-[[Transforma-se o amador na cousa amada - Soneto - Luís de Camões| Transforma-se o amador na coisa amada.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
21.-[[Um mover de olhos, brando e piedoso - Soneto - Luís de Camões | Um mover de olhos, brando e piedoso.]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''PARA SABER MAIS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alegres campos, verdes arvoredos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alegres campos, verdes arvoredos,&lt;br /&gt;
Claras e frescas águas de cristal,&lt;br /&gt;
Que em vós os debuxais ao natural,&lt;br /&gt;
Discorrendo da altura dos rochedos;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silvestres montes, ásperos penedos,&lt;br /&gt;
Compostos em concerto desigual,&lt;br /&gt;
Sabei que, sem licença de meu mal,&lt;br /&gt;
Já não podeis fazer meus olhos ledos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, pois me já não vedes como vistes,&lt;br /&gt;
Não me alegrem verduras deleitosas,&lt;br /&gt;
Nem águas que correndo alegres vêm.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Semearei em vós lembranças tristes,&lt;br /&gt;
Regando-vos com lágrimas saudosas,&lt;br /&gt;
E nascerão saudades de meu bem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Para saber mais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.-A natureza&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A natureza é um espaço físico onde se projeta o estado de espírito do poeta. Concebida como locus amoenus, um espaço bucólico marcado pela verdura, pelo arvoredo denso, pelo policromatismo, pelos sons da água corrente e do canto dos pássaros, espelha a felicidade do sentimento amoroso e o equilíbrio espiritual, como ilustram “A fermosura desta fresca serra” ou “Alegres campos, verdes arvoredos”.&lt;br /&gt;
A natureza é, todavia, também reflexo do desconcerto do poeta. De espaço de plena felicidade a enquadramento de sofrimento pungente, esta metamorfoseia-se em locus horridus, transformação anunciada nos versos «Semearei em vós lembranças tristes, / Regando-vos com lágrimas saudosas, / e nascerão saudades de meu bem». A natureza passa, assim, a ser vista como espaço de horror onde o sujeito projeta a sua tristeza e dor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui estão algumas sugestões para uma boa leitura em voz alta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este soneto tem uma grande carga emocional, refletindo a transição de um estado de felicidade para o sofrimento e a perda, com uma forte ligação com a natureza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Tom e Ritmo O tom da leitura deve ser melancólico e introspetivo, refletindo a transformação emocional do eu lírico, que deixa de ver a beleza nas paisagens ao seu redor devido à dor da separação ou perda. O ritmo pode ser lento e ponderado, para dar ênfase ao lamento e à saudade expressos no poema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Início (versos 1 a 4): O tom deve ser mais suave e fluido, refletindo a serenidade e a beleza das paisagens, como &amp;quot;Alegres campos&amp;quot;, &amp;quot;verdes arvoredos&amp;quot;. O ritmo pode ser mais suave e tranquilo, como se estivesse descrevendo um cenário encantador. Mudança emocional (versos 5 a 8): O tom começa a se tornar mais pesado e sombrio, à medida que o eu lírico revela que a beleza da natureza já não é capaz de alegrá-lo. Uma mudança no ritmo para algo mais lento e ponderado pode reforçar o lamento de perda. Clímax emocional (versos 9 a 12): Aqui, o eu lírico começa a semear &amp;quot;lembranças tristes&amp;quot; e fala sobre as &amp;quot;saudades de meu bem&amp;quot;. O tom deve ser mais grave, com pausas dramáticas para refletir o peso da saudade e da dor emocional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Ênfase nas palavras-chave &amp;quot;Alegres campos&amp;quot;, &amp;quot;verdes arvoredos&amp;quot;, &amp;quot;claras e frescas águas&amp;quot;: Enfatize essas palavras no início da estrofe, destacando a beleza e a tranquilidade da paisagem, que agora está sendo perdendo seu significado para o eu lírico. &amp;quot;Sem licença de meu mal&amp;quot;: Este verso carrega um peso emocional, e a palavra &amp;quot;mal&amp;quot; deve ser lida com ênfase, destacando a dor interna que está afetando a visão do eu lírico. &amp;quot;Lembranças tristes&amp;quot;, &amp;quot;lágrimas saudosas&amp;quot;: Quando o poema vira para um tom de dor e saudade, enfatize essas expressões, pronunciando-as com mais lentidão e melancolia, para transmitir o lamento profundo do sujeito lírico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Pausas Estratégicas Após &amp;quot;Já não podeis fazer meus olhos ledos&amp;quot;, faça uma pausa mais longa, pois é um momento em que a natureza já não tem o poder de alegrar o eu lírico. Após &amp;quot;E, pois me já não vedes como vistes&amp;quot;, uma pausa também é importante para marcar a transição do eu lírico de um estado de bem-estar para um estado de dor. Pausas curtas após &amp;quot;Regando-vos com lágrimas saudosas&amp;quot; e antes de &amp;quot;E nascerão saudades de meu bem&amp;quot; podem reforçar a tristeza crescente no poema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Variação de Volume e Intensidade Versos iniciais: Fale com um tom suave e calmo para refletir a beleza da natureza. Versos finais: A intensidade deve crescer conforme o eu lírico revela sua dor e saudade. Falar mais baixo e com maior emoção pode enfatizar a perda e a memória do amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Dinamismo nas Imagens Poéticas &amp;quot;Semearei em vós lembranças tristes&amp;quot; e &amp;quot;Regando-vos com lágrimas saudosas&amp;quot; são imagens poderosas de transformação. Ao ler, imagine que está realmente semeando e regando a terra com lágrimas, o que traz uma sensação de perda inevitável. Isso pode ser feito com uma voz cheia de pesar, quase como um lamento. Exemplo de leitura: (Com um tom suave e tranquilo) &amp;quot;Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de cristal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos;&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Mudança gradual para tom mais sombrio) &amp;quot;Silvestres montes, ásperos penedos, Compostos em concerto desigual, Sabei que, sem licença de meu mal, Já não podeis fazer meus olhos ledos.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pausas e aumento da intensidade emocional) &amp;quot;E, pois me já não vedes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vêm.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pausas dramáticas e melancolia crescente) &amp;quot;Semearei em vós lembranças tristes, Regando-vos com lágrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--------------------------------------------------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah minha Dinamene! Assim deixaste - Soneto&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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