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		<title>Costa, Emiliano - Asas - Revision history</title>
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		<title>Admin at 12:45, 23 September 2024</title>
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Não me atrevo a chamar-lhes prefácio e recuso-lhes o carácter de introdução; tampouco pretendem a honra de constituírem uma explicação. O valor deste livro, tal como o do conjunto da restante considerável obra do Poeta, não resultará, claro está, de quaisquer palavras, amáveis ou não, de críticos ou de estudiosos.&amp;lt;br /&amp;gt;Porquê então ter cedido ao pedido do Autor? Porque, tendo estudado com alguma minúcia a, obra do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale para o leitor comum, meu semelhante e meu irmão.&amp;lt;br /&amp;gt;Desde os primeiros contactos com a poesia de Emiliano me impressionaram fortemente certas características de pessoalíssima originalidade, a afirmarem uma inconfundível personalidade de artista, independente de escolas ou correntes estéticas contemporâneas, à boa e individualista maneira algarvia, que até na poesia se manifesta sempre.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;E&lt;/del&gt;'''&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;miliano &lt;/del&gt;da Costa''' é, na verdade, sem possível contestação, um poeta e poeta cuja obra, mais que a de nenhum outro, &lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt; &lt;/del&gt;terras nascido, merece ser considerado como expressão do Algarve. Como expressão poética da realidade física desta província, como expressão poética da realidade que é a vida e o modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de compreensão possível para todos os homens cultos de fala portuguesa. E merecedora, por isso, da larga audiência, que, só agora, mais de trinta anos volvidos sobre o livro de estreia e com uma massa considerável de doze volumes, vai começando a ter. &amp;lt;br /&amp;gt;'''Emiliano da Costa''' é, sempre tem sido, desde o início da sua magnífica aventura poética, um cantor da vida. Cantor apaixonado do sol, da luz, da cor:&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;+&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Assim escreveu um dia '''Fernando Pessoa'''. Mas, a não ser com a '''''“Mensagem”''''', único livro publicado em vida de seu autor, com quase nenhum dos outros, póstumos, se cumpriu a doutrina expressa nas linhas acima transcritas.&amp;lt;br /&amp;gt;'''Emiliano da Costa''' também, pelo que pode deduzir-se dos primeiros dez volumes da sua bibliografia, do mesmo modo pensava. Todos, com efeito, se apresentaram sem quaisquer prefácios seus ou de ninguém. Cada um deles ficou como era e sem mais a ser, segundo opinara &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;'''&lt;/ins&gt;Pessoa&lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;'''&lt;/ins&gt;.&amp;lt;br /&amp;gt;Parece, todavia, que '''Emiliano da Costa''' mudou de opinião. E quer, para este volume de agora, algumas palavras prefaciais. Não me atrevo a chamar-lhes prefácio e recuso-lhes o carácter de introdução; tampouco pretendem a honra de constituírem uma explicação. 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Como expressão poética da realidade física desta província, como expressão poética da realidade que é a vida e o modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de compreensão possível para todos os homens cultos de fala portuguesa. E merecedora, por isso, da larga audiência, que, só agora, mais de trinta anos volvidos sobre o livro de estreia e com uma massa considerável de doze volumes, vai começando a ter. &amp;lt;br /&amp;gt;'''Emiliano da Costa''' é, sempre tem sido, desde o início da sua magnífica aventura poética, um cantor da vida. Cantor apaixonado do sol, da luz, da cor:&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<title>Admin at 12:40, 23 September 2024</title>
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		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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		<title>Admin at 12:38, 23 September 2024</title>
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Não me atrevo a chamar-lhes prefácio e recuso-lhes o carácter de introdução; tampouco pretendem a honra de constituírem uma explicação. O valor deste livro, tal como o do conjunto da restante considerável obra do Poeta, não resultará, claro está, de quaisquer palavras, amáveis ou não, de críticos ou de estudiosos.&amp;lt;br /&amp;gt;Porquê então ter cedido ao pedido do Autor? Porque, tendo estudado com alguma minúcia a, obra do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale para o leitor comum, meu semelhante e meu irmão.&amp;lt;br /&amp;gt;Desde os primeiros contactos com a poesia de Emiliano me impressionaram fortemente certas características de pessoalíssima originalidade, a afirmarem uma inconfundível personalidade de artista, independente de escolas ou correntes estéticas contemporâneas, à boa e individualista maneira algarvia, que até na poesia se manifesta sempre.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;Emiliano &lt;/del&gt;da Costa é, na verdade, sem possível contestação, um poeta e poeta cuja obra, mais que a de nenhum outro,&amp;#160; terras nascido, merece ser considerado como expressão do Algarve. Como expressão poética da realidade física desta província, como expressão poética da realidade que é a vida e o modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de compreensão possível para todos os homens cultos de fala portuguesa. E merecedora, por isso, da larga audiência, que, só agora, mais de trinta anos volvidos sobre o livro de estreia e com uma massa considerável de doze volumes, vai começando a ter. &amp;lt;br /&amp;gt;'''Emiliano da Costa''' é, sempre tem sido, desde o início da sua magnífica aventura poética, um cantor da vida. Cantor apaixonado do sol, da luz, da cor:&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;+&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Assim escreveu um dia '''Fernando Pessoa'''. 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Porque, tendo estudado com alguma minúcia a, obra do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale para o leitor comum, meu semelhante e meu irmão.&amp;lt;br /&amp;gt;Desde os primeiros contactos com a poesia de Emiliano me impressionaram fortemente certas características de pessoalíssima originalidade, a afirmarem uma inconfundível personalidade de artista, independente de escolas ou correntes estéticas contemporâneas, à boa e individualista maneira algarvia, que até na poesia se manifesta sempre.&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;E'''miliano &lt;/ins&gt;da Costa&lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;''' &lt;/ins&gt;é, na verdade, sem possível contestação, um poeta e poeta cuja obra, mais que a de nenhum outro,&amp;#160; terras nascido, merece ser considerado como expressão do Algarve. Como expressão poética da realidade física desta província, como expressão poética da realidade que é a vida e o modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de compreensão possível para todos os homens cultos de fala portuguesa. E merecedora, por isso, da larga audiência, que, só agora, mais de trinta anos volvidos sobre o livro de estreia e com uma massa considerável de doze volumes, vai começando a ter. &amp;lt;br /&amp;gt;'''Emiliano da Costa''' é, sempre tem sido, desde o início da sua magnífica aventura poética, um cantor da vida. Cantor apaixonado do sol, da luz, da cor:&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<title>Admin at 12:35, 23 September 2024</title>
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		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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		<title>Admin at 12:29, 23 September 2024</title>
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				<updated>2024-09-23T12:29:34Z</updated>
		
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		<title>Admin at 12:27, 23 September 2024</title>
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&lt;tr&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;+&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;ins style=&quot;font-weight: bold; text-decoration: none;&quot;&gt;do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale para o leitor comum, meu semelhante e meu irmão.&amp;lt;br /&amp;gt;Desde os primeiros contactos com a poesia de Emiliano me impressionaram fortemente certas características de pessoalíssima originalidade, a afirmarem uma inconfundível personalidade de artista, independente de escolas ou correntes estéticas contemporâneas, à boa e individualista maneira algarvia, que até na poesia se manifesta sempre.&amp;lt;br /&amp;gt;Emiliano da Costa é, na verdade, sem possível contestação, um poeta e poeta cuja obra, mais que a de nenhum outro,&amp;#160; terras nascido, merece ser considerado como expressão do Algarve. Como expressão poética da realidade física desta província, como expressão poética da realidade que é a vida e o modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de compreensão possível para todos os homens cultos de&lt;/ins&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;Porque, tendo estudado com alguma minúcia a, obra&lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;+&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;graciosidade outros metros de mais livre factura.&lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/ins&gt;Mas Emiliano da Costa não é somente o poeta-pintor da cor, da luz do Algarve (“Helianthos”,&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho&lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;+&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #a3d3ff; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;“Cromo-Sinfonias”, “Rosairinha”). Em &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;«Saudades &lt;/ins&gt;do &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;Silêncio» &lt;/ins&gt;evoca comovidamente a infância do menino que foi, e, em &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;«Cânticos &lt;/ins&gt;e &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;Toadas» &lt;/ins&gt;sofre a humaníssima angústia do homem ameaçado pelas experiências atómicas. Sempre, portanto, na mesma linha da promessa inicial de cantor da vida e do amor; o cantor da vida, saudoso, com a idade, da sua infância junto do rio &lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;natal&lt;/ins&gt;, e temeroso agora da ameaça de destruição total; o enamorado cantor da vida&lt;ins class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/ins&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale&lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;características de pessoalíssima originalidade, a&lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;del class=&quot;diffchange diffchange-inline&quot;&gt;afirmarem uma inconfundível personalidade de artista,&lt;/del&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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		<title>Admin at 12:08, 23 September 2024</title>
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				<updated>2024-09-23T12:08:51Z</updated>
		
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&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;ou introduções, acho preferível o conselho célebre&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
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&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;não ser com a “Mensagem”, único livro publicado em&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;vida de seu autor, com quase nenhum dos outros, póstumos,&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;se cumpriu a doutrina expressa nas linhas &amp;#160;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;acima transcritas.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Emiliano da Costa também, pelo que pode deduzir-se&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;dos primeiros dez volumes da sua bibliografia,&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;do mesmo modo pensava. Todos, com efeito, se apresentaram&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;sem quaisquer prefácios seus ou de ninguém. &amp;#160;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Cada um deles ficou como era e sem mais a&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;−&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;color:black; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #ffe49c; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;ser, segundo opinara Pessoa.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Parece, todavia, que Emiliano da Costa mudou&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;Parece, todavia, que Emiliano da Costa mudou&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;de opinião. E quer, para este volume de agora, algumas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class='diff-marker'&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;&lt;td style=&quot;background-color: #f9f9f9; color: #333333; font-size: 88%; border-style: solid; border-width: 1px 1px 1px 4px; border-radius: 0.33em; border-color: #e6e6e6; vertical-align: top; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div&gt;de opinião. E quer, para este volume de agora, algumas&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/table&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wikialgarve.pt/autoresalgarvios/index.php?title=Costa,_Emiliano_-_Asas&amp;diff=59448&amp;oldid=prev</id>
		<title>Admin: Created page with &quot;'''Costa, Emiliano'''  “Refletindo sobre a questão dos prefácios ou introduções, acho preferível o conselho célebre do “Punch” às pessoas que vão casar -- Não....&quot;</title>
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				<updated>2024-09-20T15:05:41Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Costa, Emiliano&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  “Refletindo sobre a questão dos prefácios ou introduções, acho preferível o conselho célebre do “Punch” às pessoas que vão casar -- Não....&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;'''Costa, Emiliano'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Refletindo sobre a questão dos prefácios&lt;br /&gt;
ou introduções, acho preferível o conselho célebre&lt;br /&gt;
do “Punch” às pessoas que vão casar -- Não.&lt;br /&gt;
Sim, acho preferível não pôr prefácios nenhuns. &lt;br /&gt;
Não explicar ainda é uma das grandes &lt;br /&gt;
condições de imposição e de vitória... Fique a&lt;br /&gt;
obra como é, e sem mais a “ser”.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim escreveu um dia Fernando Pessoa. Mas, a&lt;br /&gt;
não ser com a “Mensagem”, único livro publicado em&lt;br /&gt;
vida de seu autor, com quase nenhum dos outros, póstumos,&lt;br /&gt;
se cumpriu a doutrina expressa nas linhas &lt;br /&gt;
acima transcritas.&lt;br /&gt;
Emiliano da Costa também, pelo que pode deduzir-se&lt;br /&gt;
dos primeiros dez volumes da sua bibliografia,&lt;br /&gt;
do mesmo modo pensava. Todos, com efeito, se apresentaram&lt;br /&gt;
sem quaisquer prefácios seus ou de ninguém. &lt;br /&gt;
Cada um deles ficou como era e sem mais a&lt;br /&gt;
ser, segundo opinara Pessoa.&lt;br /&gt;
Parece, todavia, que Emiliano da Costa mudou&lt;br /&gt;
de opinião. E quer, para este volume de agora, algumas&lt;br /&gt;
palavras prefaciais. Não me atrevo a chamar-lhes prefácio e recuso-lhes o carácter de introdução;&lt;br /&gt;
tampouco pretendem a honra de constituírem uma&lt;br /&gt;
explicação. O valor deste livro, tal como o do conjunto da&lt;br /&gt;
restante considerável obra do Poeta, não resultará, claro está, de quaisquer palavras, amáveis ou&lt;br /&gt;
não, de críticos ou de estudiosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porquê então ter cedido ao pedido do Autor?&lt;br /&gt;
Porque, tendo estudado com alguma minúcia a, obra&lt;br /&gt;
do Poeta, me pareceu que poderia dar testemunho&lt;br /&gt;
desinteressado de leitor atento acerca do que ela vale&lt;br /&gt;
para o leitor comum, meu semelhante e meu irmão.&lt;br /&gt;
Desde os primeiros contactos com a poesia de&lt;br /&gt;
Emiliano me impressionaram fortemente certas&lt;br /&gt;
características de pessoalíssima originalidade, a&lt;br /&gt;
afirmarem uma inconfundível personalidade de artista,&lt;br /&gt;
independente de escolas ou correntes estéticas&lt;br /&gt;
contemporâneas, à boa e individualista maneira algarvia,&lt;br /&gt;
que até na poesia se manifesta sempre.&lt;br /&gt;
Emiliano da Costa é, na verdade, sem possível&lt;br /&gt;
contestação, um poeta e poeta cuja obra, mais que a&lt;br /&gt;
de nenhum outro, nestas terras nascido, merece ser&lt;br /&gt;
considerado como expressão do Algarve. Como&lt;br /&gt;
expressão poética da realidade física desta província,&lt;br /&gt;
como expressão poética da realidade que é a vida e o&lt;br /&gt;
modo de ser da gente algarvia. Mas em termos de&lt;br /&gt;
compreensão possível para todos os homens cultos de&lt;br /&gt;
fala portuguesa. E merecedora, por isso, da larga&lt;br /&gt;
audiência, que, só agora, mais de trinta anos volvidos&lt;br /&gt;
sobre o livro de estreia e com uma massa considerável&lt;br /&gt;
de doze volumes, vai começando a ter&lt;br /&gt;
Emiliano da Costa é, sempre tem sido, desde o&lt;br /&gt;
início da sua magnífica aventura poética, um cantor&lt;br /&gt;
da vida. Cantor apaixonado do sol, da luz, da cor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“…sim, O que é o meu pensar,&lt;br /&gt;
○ que é a minha vida, as lágrimas que choro,&lt;br /&gt;
o que é o claro amor, se não a luz solar?&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(in “Helianthos” -- 1.° livro do Poeta)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ora, logicamente, deste amor do sol: “Rien n'est&lt;br /&gt;
plus beau que le soleil” - (pensamento de Bernardin&lt;br /&gt;
de Saint - Pierre, apresentado pelo poeta em epigrafe&lt;br /&gt;
de “Helianthos” - a flor do sol--) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
vem a tentação &lt;br /&gt;
de o cantar tal como o vê e o sente a dominar, a&lt;br /&gt;
influenciar a vida dos seres, e das plantas, e da cor, e&lt;br /&gt;
da paisagem, e do mar da sua província natal.&lt;br /&gt;
Dai vem que a obra do Poeta seja, inevitavelmente,&lt;br /&gt;
uma mensagem de colorista-luminista, que se&lt;br /&gt;
exprime em verso, por palavras e imagens, a querer&lt;br /&gt;
revelar o pintor frustrado que preferiu realizar-se&lt;br /&gt;
pela poesia.&lt;br /&gt;
Dai vem que a Arte de Emiliano não seja &lt;br /&gt;
predominantemente subjetiva, se é que podemos acaso&lt;br /&gt;
eliminar a presença viva do Artista dos quadros e telas&lt;br /&gt;
de interpretação da paisagem que pinta com palavras.&lt;br /&gt;
Emiliano, poeta não - retórico, não - eloquente,&lt;br /&gt;
prefere a sobriedade disciplinada do soneto, que&lt;br /&gt;
trata aliás livremente, na disposição versificatórica&lt;br /&gt;
que mais lhe agrada. O que não quer dizer que&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não cultive com igual desenvoltura e saborosa&lt;br /&gt;
graciosidade outros metros de mais livre factura.&lt;br /&gt;
Mas Emiliano da Costa não é somente o &lt;br /&gt;
poeta-pintor da cor, da luz do Algarve (“Helianthos”,&lt;br /&gt;
“Cromo-Sinfonias”, “Rosairinha”). Em &amp;lt;Saudades do&lt;br /&gt;
Silêncio&amp;gt; evoca comovidamente a infância do menino&lt;br /&gt;
que foi, e, em &amp;lt;Cânticos e Toadas&amp;gt; sofre a humaníssima angústia do homem ameaçado pelas experiências atómicas. Sempre, portanto, na mesma linha da&lt;br /&gt;
promessa inicial de cantor da vida e do amor; o cantor da vida, saudoso, com a idade, da sua infância&lt;br /&gt;
junto do rio matal, e temeroso agora da ameaça de&lt;br /&gt;
destruição total; o enamorado cantor da vida&lt;br /&gt;
(&amp;lt;Ah como é bela a vida, a pobre vida.&lt;br /&gt;
E quem há de perdê-la? A minha vida...---) que&lt;br /&gt;
desdobra as &amp;lt;Asas&amp;gt; da sua mensagem de agora. Uma&lt;br /&gt;
mensagem poética, profundamente humana, com raízes bem firmes na sua província natal, mas com endereço universal para todos os homens de sensibilidade, que continuam a amar a poesia&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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